Conexão Origem Sustentável destacou práticas ESG
Com público recorde, mais de 400 pessoas, a 3ª edição do Conexão Origem Sustentável, no último dia 30 de setembro, trouxe práticas ESG para o Centro de Eventos da Faccat, em Taquara/RS. Além de paineis com temas ligados a práticas ESG, a iniciativa, realizada pela Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Calçados (Abicalçados) e pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), além de muito conteúdo relevante, contou com o espaço Comunidade ESG, no qual 15 empresas puderam apresentar seus produtos e serviços para o público presente.

Com público recorde, mais de 400 pessoas, a 3ª edição do Conexão Origem Sustentável, no último dia 30 de setembro, trouxe práticas ESG para o Centro de Eventos da Faccat, em Taquara/RS. Além de paineis com temas ligados a práticas ESG, a iniciativa, realizada pela Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Calçados (Abicalçados) e pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), além de muito conteúdo relevante, contou com o espaço Comunidade ESG, no qual 15 empresas puderam apresentar seus produtos e serviços para o público presente.
Na abertura do evento, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, discursou ao lado do presidente da Assintecal, José Cláudio Blos. Enfatizando a importância da união da cadeia produtiva diante dos desafios enfrentados no mercado, eles destacaram que só é possível ter um calçado sustentável, se o fornecedor de matéria-prima e insumos também adotar as boas práticas. “Aqui, nós presenciamos algo fundamental para trilharmos o caminho da sustentabilidade: a união da cadeia produtiva do calçado. Assim como o José Cláudio, fico muito satisfeito de ver tantas pessoas reunidas para assistir o Conexão Origem Sustentável, com tantos casos de sucesso de setores que vão além do calçadista. Promover esse encontro de conteúdos relevantes prova, na prática, uma verdade simples, mas fundamental: ninguém transforma uma cadeia de valor sozinho”, destacou Ferreira, sendo complementado por Blos: “a verdade é que o calçado começa na matéria-prima e na inovação de processos. Se a matéria-prima não for sustentável e os processos inovadores, o produto final jamais será. É na origem que nasce a transformação”.
Famílias empresárias
A primeira palestra foi ministrada por Helena Schmidt, consultora da Lansberg, Gersick Advisors (LGA). Com mais de 20 anos de mercado, a palestrante falou sobre famílias empresárias, destacando os desafios da continuidade das empresas entre diferentes gerações. Segundo ela, cerca de um terço das empresas vão à falência na troca entre primeira e segunda gerações. Quando o assunto é a transição entre segunda e terceira gerações, apenas 10% sobrevivem. “Existem inúmeras vantagens em ter uma empresa familiar, entre elas a menor volatilidade, o horizonte de investimentos a longo prazo, a identidade familiar e as raízes mais profundas com a comunidade. Por outro lado, é preciso ter cuidado nos processos de transição”, explicou. Entre os cuidados, Helena cita a adoção da teoria dos três círculos, respeitando a posição de cada familiar na hierarquia empresarial e, em especial, os acionistas externos.
Sucessão familiar
Na sequência, aconteceu o painel sobre sucessão familiar, com Leandro Möller; sócio da terceira geração da Unique Rubber Technologies (Tipler); Marcelo Reichert, CEO do grupo FCC; e Rodrigo Argenta, vice-presidente e segunda geração da Calçados Beira Rio. O painel foi mediado por Helena. Na oportunidade, os profissionais falaram de suas experiências e como foi realizada a transição entre gerações. Möller contou sobre a combinação entre as gerações, para que o processo ocorresse de forma gradual. Já Argenta destacou que a Calçados Beira Rio tem uma estrutura “muito simples”, com presidência – ainda exercida pelo seu pai, Roberto Argenta -, vice-presidência e quatro diretorias. Reichert, por sua vez, contou que iniciou sua carreira no mercado financeiro, nos Estados Unidos, para depois iniciar na FCC como gerente.
Crédito
Após as intervenções sobre governança e empresas de estrutura familiar, foi realizado o painel Capital para transformar, que abordou as oportunidades para empresas que estão avançando na agenda ESG. Participaram Maico Fabiano Fernandes, gerente regional do Sebrae RS nas regiões Sinos, Caí e Paranhana; Camila Costa e Delmar Cavanus Nunes, da Sicredi Caminhos das Águas. A mediação foi de Wagner Lopes, fundador e CEO da CS Next. Na apresentação, Camila destacou a importância de bons projetos para a busca de crédito. “Às vezes, fica dinheiro em cima da mesa por falta de um texto”, disse. O discurso foi corroborado por Nunes, que ressaltou a adequação do projeto enviado à realidade financeira da empresa. Já Fernandes, falou sobre a antecipação, por parte das empresas, de projetos voltados a práticas ESG. “Hoje, 99% das empresas nos procuram porque foram demandadas pelo mercado. É preciso antecipar o processo”, destacou.
Parcerias
O terceiro painel foi sobre parcerias que geram resultados, com Maraike Wegner, diretora de Social & Environmental Affairs da Adidas; Thiago Lopes, gerente de Sustentabilidade para a América Latina na Puma; e Fabíola Lima, gerente de Sustentabilidade da Renner. Mediado por Elias Neto, CEO da Ecovalor, no painel foram abordados temas como a gestão de terceiros e fornecedores para uma atuação mais estratégica e sustentável. Para Fabíola, a sustentabilidade é, cada vez mais, um diferencial competitivo, especialmente diante dos produtos asiáticos. “Não podemos mais competir no preço, então temos que trabalhar os nossos diferenciais, como o fato de ter uma cadeia produtiva completa e próxima, e a sustentabilidade dos nossos produtos”, disse. Maraike fez coro, destacando, ainda, a importância de ter todas as iniciativas ESG documentadas como uma forma de garantir melhor competitividade. Já Lopes, falou sobre o crescente uso de biomateriais no setor, bem como desenvolvimento de meios que garantam a reciclabilidade dos produtos.
Inovabilidade
O último painel do dia foi sobre inovabilidade, com o diretor de Sustentabilidade da Electrolux na América Latina, João Zeni. Na oportunidade, o profissional listou iniciativas de sustentabilidade adotadas pela gigante sueca. “O nosso grande desafio é trabalhar o produto, tornando-o mais eficiente, fazendo com que funcione com menos energia e seja mais eficaz”, disse. O painel foi mediado por Wagner Lopes, da CS Next.
Novidade
No final do evento, foi anunciada a entrada do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) como entidade realizada do programa Origem Sustentável. Agora, além de fabricantes de calçados e de seus componentes, também passarão a ser certificadas indústrias de couros.
Além disso, quatro empresas de componentes foram recertificadas no programa Origem Sustentável, as empresas Ambiente Verde (Diamante), Crespi Brasil (Diamante), Dublauto Gaúcha (Ouro) e JR Soluções (Prata).
Participaram da Comunidade ESG as empresas Eurolatina, Triart, Biason, Senai, Instituto Joana de Ângelis (Horta Comunitária), Faccat, Recicla Engenharia e Gestão Ambiental, Salt, Lumix Energia Solar, Pegada Neutra, Proamb, Ecovalor, ESG Now, Ambiente Verde e Sicredi.
O evento
O Conexão Origem Sustentável é vinculado às ações do Origem Sustentável, único programa de certificação de práticas ESG exclusivamente voltado para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo. A parceria do evento foi do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o patrocínio do Sicredi. Apoiaram a iniciativa Colorgraf, Dem-bas Embalagens, Faccat, Ambiente Verde e Ecovalor.






